GCM de São Bernardo atende 108 ocorrências de violência doméstica e efetua 21 prisões no primeiro quadrimestre

A Prefeitura de São Bernardo, por meio de uma atuação integrada entre a Guarda Civil Municipal (GCM), a Secretaria de Assistência Social e o sistema de Justiça, divulgou o balanço das ações de enfrentamento à violência contra a mulher no primeiro quadrimestre de 2026. Entre janeiro e abril, a corporação atendeu 108 chamados de violência doméstica, encaminhando 41 casos diretamente ao distrito policial, o que resultou em 21 prisões de agressores.

Atuação da Guardiã Maria da Penha

Dentro da estrutura operacional da GCM, a equipe especializada Guardiã Maria da Penha desempenha um papel fundamental na fiscalização de medidas protetivas e no acompanhamento preventivo das vítimas. No mesmo período, a especializada efetuou 9 prisões — sendo 7 por descumprimento de ordens judiciais de afastamento e 2 por novas agressões.

O comandante da GCM, Eduardo dos Santos, reforçou que toda a frota e o efetivo nas ruas estão capacitados para o primeiro atendimento. “Todas as equipes estão preparadas para o atendimento inicial e de urgência. A Guardiã Maria da Penha complementa esse trabalho com a fiscalização contínua, garantindo que a mulher não sofra uma nova agressão”, explicou.

Rede de Acolhimento Inovadora

São Bernardo destaca-se na região por manter a Casa de Passagem Enfermeira Vanessa de Cássia Fontes, o único equipamento com esse modelo de atendimento em funcionamento no Grande ABC. Desde sua inauguração, em março de 2025, o espaço de endereço público e acolhimento emergencial já abrigou 51 mulheres e 46 dependentes (filhos e acompanhantes).

A inspetora Rosilene Fernandes, responsável pela Guardiã, salienta que o objetivo principal é dar segurança para a quebra do ciclo de abusos. “Muitas chegam fragilizadas e com medo. O acompanhamento contínuo cria uma relação de confiança para que elas saibam que não estão sozinhas”, pontuou.

Fluxo de Proteção e Canais de Denúncia

Ao ingressar na rede municipal, a mulher recebe suporte do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), com psicólogos, assistentes sociais e orientação jurídica. Para casos de risco extremo de morte, o município disponibiliza uma Casa Abrigo de endereço sigiloso.

A administração reforça que as denúncias de agressão ou descumprimento de medidas judiciais devem ser feitas imediatamente pelos telefones 153 (GCM, com atendimento 24 horas) ou pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher).

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