Pacientes poderão contar com cotas, isenções e benefícios previdenciários; regra vale para todo o país a partir de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (24) a Lei 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia como uma deficiência para fins legais. A medida, publicada no Diário Oficial da União, garante o acesso de pacientes com a síndrome a uma série de direitos sociais, previdenciários e trabalhistas em todo o país.
A nova legislação representa um avanço para cerca de 7 milhões de brasileiros que convivem com dores crônicas e, até então, enfrentavam dificuldades para garantir reconhecimento e proteção legal.
Direitos garantidos
Com a nova lei, pacientes diagnosticados com fibromialgia passam a ter acesso a:
- Cotas em concursos públicos e processos seletivos;
- Isenção de impostos (IPI, ICMS e IOF) na compra de veículos adaptados;
- Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, mediante avaliação médica;
- Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas em situação de vulnerabilidade social;
- Pensão por morte, nos casos de incapacidade permanente para o trabalho.
A aplicação da norma dependerá de uma avaliação multiprofissional, que levará em conta o grau de limitação física, funcional e social enfrentado por cada pessoa. A lei entra em vigor em 180 dias, ou seja, passará a valer em todo o território nacional no início de 2026.
“Reconhecimento de uma dor invisível”
O relator do projeto, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a medida “corrige uma injustiça histórica” e reconhece o sofrimento real de quem vive com uma condição de difícil diagnóstico e baixa visibilidade social.
“Essa é uma vitória para milhões de brasileiras e brasileiros. O Estado passa agora a reconhecer essas pessoas como cidadãos plenos de direitos”, declarou o senador.
Entenda a fibromialgia
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono, lapsos de memória e sintomas de ansiedade ou depressão. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem ser altamente incapacitantes, afetando a vida profissional, social e emocional dos pacientes.
Com a sanção da nova lei, abre-se um caminho jurídico claro para que pessoas com fibromialgia possam buscar o reconhecimento formal da condição e o acesso aos direitos assegurados pela legislação brasileira.
// Fonte: Agencia Senado
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