Grande ABC terá racionamento de água durante a madrugada para evitar escassez

Governo de São Paulo anunciou medida para preservar níveis dos reservatórios; mananciais que abastecem a região atingem pior volume desde 2015

O Governo do Estado de São Paulo anunciou, nesta segunda-feira (25), a adoção de racionamento noturno de água na Região Metropolitana de São Paulo, que inclui as sete cidades do Grande ABC. A medida tem como objetivo preservar os níveis dos reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que registram o pior volume desde 2015.

De acordo com a Sabesp, a pressão da água será reduzida durante um período de oito horas na madrugada, em horários que ainda serão definidos. A previsão é que a medida comece a valer já a partir desta quarta-feira (27). A estimativa é de que a redução resulte em economia de 4 m³ de água por segundo.

A decisão foi deliberada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo), que também solicitou à concessionária a elaboração de um Plano de Contingência específico para a Região Metropolitana. O acompanhamento será feito pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e pela Defesa Civil, no âmbito do Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas.

Situação dos reservatórios

Segundo o Protocolo de Escassez Hídrica de São Paulo, a Região Metropolitana se encontra em estado de atenção, com volume útil de 39,2%. Caso o percentual caia para entre 30% e 20%, será acionado o estágio crítico. Abaixo de 20%, o estado é considerado de emergência.

O reservatório Rio Grande, localizado em São Bernardo e braço da Represa Billings, que abastece 1,2 milhão de moradores de Santo André, São Bernardo e Diadema, registrou no dia 8 deste mês o menor volume desde 2014. Apesar de estar acima dos demais mananciais, a queda é expressiva: 59,2% da capacidade ontem, contra 72,4% no mesmo período do ano passado.

Já os outros sistemas que abastecem a região estão em situação ainda mais delicada: Rio Claro (23,2%), Alto Tietê (30,5%) e Cantareira (35,9%).

Impacto e medidas preventivas

Segundo Thiago Mesquita Nunes, diretor-presidente da Arsesp, a gestão da demanda noturna é considerada eficiente.

“A economia de água nesse horário reduz perdas e causa menos impacto à população, por ser executada no período de menor demanda”, explicou.

O Governo de São Paulo também informou que iniciará, nesta semana, uma campanha de conscientização para incentivar a população a reduzir o consumo. As orientações incluem consertar vazamentos, reduzir o tempo de banho, usar máquinas de lavar sempre com carga completa, entre outras medidas.

// Fonte: Jornal Diário do Grande ABC

// Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

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