A Prefeitura de Mauá concluiu a tramitação jurídica e administrativa necessária para deflagrar as obras emergenciais de contenção e estabilização de talude no corredor de mobilidade que conecta a Rua Justino Cardoso da Silveira à Avenida Capitão João, uma das principais artérias viárias de escoamento de tráfego do município. Após a fase de homologação do processo licitatório, o prefeito Marcelo Oliveira assinou, na segunda-feira, 13 de julho de 2026, a ordem de serviço e o contrato que viabilizam o início imediato das intervenções de engenharia pesada. O projeto demandará um aporte financeiro de aproximadamente R$ 4,8 milhões, com estimativa de execução e conclusão dos trabalhos fixada em 120 dias a partir da mobilização das frentes de trabalho.
O direcionamento do passivo financeiro da obra foi definido após a conclusão de auditorias e análises periciais integradas entre o corpo de engenheiros do município e técnicos do Governo do Estado de São Paulo. Os relatórios conclusivos diagnosticaram que o processo de erosão e a perda de sustentação do maciço de terra foram desencadeados por um vazamento oculto e contínuo em uma tubulação sob responsabilidade da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), descartando a influência de intempéries ou eventos climáticos sazonais na origem do sinistro. Diante da evidência técnica, a concessionária assumiu o ônus integral do custeio da infraestrutura.
Estudos Preparatórios e Logística de Engenharia Civil
A fim de mitigar atrasos no cronograma de segurança urbana, a administração municipal antecipou-se aos trâmites de repasse de verbas realizando de forma autônoma os levantamentos de campo obrigatórios:
- Sondagem Geotécnica: Perfurações de reconhecimento do solo para determinar o perfil estratigráfico e a capacidade de carga do terreno afetado;
- Levantamento Planialtimétrico: Mapeamento preciso das cotas de nível e da topografia da encosta para subsidiar o cálculo estrutural do muro de arrimo;
- Regularização Ambiental: Obtenção de certidão de dispensa de licenciamento ambiental junto aos órgãos competentes, fundamentada na natureza emergencial de salvaguarda da infraestrutura pública e humana, conforme prevê a legislação vigente.
O prefeito Marcelo Oliveira ressaltou a agilidade institucional para assegurar a execução da obra sem onerar o tesouro municipal. “A Prefeitura agiu com rapidez na elaboração dos estudos para exigir que a Sabesp assumisse a responsabilidade por esse dano causado à nossa cidade. Firmamos o contrato e as máquinas começam a trabalhar ainda em julho para devolver a total estabilidade e segurança à Avenida Capitão João”, pontuou o chefe do Executivo.
Gerenciamento de Riscos e Impacto Viário Local
Devido à alta complexidade da intervenção, localizada em área adensada com forte circulação de pedestres, ônibus do transporte coletivo e veículos leves, a Secretaria de Obras Públicas e a Secretaria de Mobilidade Urbana estruturaram um plano de contingência. As ações de engenharia exigirão o grampeamento do solo e a aplicação de concreto projetado em etapas sucessivas para evitar o deslizamento de terra durante a movimentação de cargas, preservando as fundações das residências vizinhas.
O monitoramento preventivo da área permanece sob a gestão da Defesa Civil de Mauá. O órgão informou que as avaliações estruturais contínuas realizadas nos imóveis localizados na zona de influência da encosta não indicaram sinais de recalque ou trincas que justificassem a interdição ou o desalojamento de famílias. Agentes de trânsito atuarão de forma fixa no trecho da Avenida Capitão João durante o ciclo de 120 dias da obra para coordenar desvios parciais e garantir a fluidez do tráfego nos horários de pico.

