A Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo, por intermédio da Secretaria de Saúde, reforçou a importância da presença de profissionais de fisioterapia no atendimento de urgência e emergência prestado na rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A iniciativa, que ganha destaque no Dia Mundial da Fisioterapia (8 de setembro), integra fisioterapeutas às equipes multidisciplinares para atuar prioritariamente em casos de fisioterapia respiratória e motora em pacientes de todas as faixas etárias.
Atualmente, a rede conta com sete UPAs em pleno funcionamento — de um total de dez unidades, sendo que três passam por obras de reestruturação física —, e dispõe do suporte móvel e fixo das fisioterapeutas Cláudia Moura, Samara Mendes, Ana Carolina Oliveira e Giovanna Tiveron.
Dinâmica Operacional e Polos de Atendimento
As profissionais têm como referência fixa as unidades de maior fluxo do município — UPA São Pedro, UPA Alves Dias e UPA Rudge Ramos —, atuando no modelo de polos avançados. A partir dessas bases, o atendimento pode ser deslocado presencialmente para qualquer uma das demais UPAs em operação na cidade conforme a demanda clínica e o perfil de urgência dos casos.
A assistência engloba desde recém-nascidos e crianças — acometidos principalmente por quadros de bronquiolite e crises astmáticas — até adultos e idosos com insuficiência respiratória, complicações cardíacas ou patologias associadas ao tabagismo.
Impacto Clínico e Redução do Tempo de UTI
A atuação da fisioterapia respiratória nas UPAs de São Bernardo utiliza exercícios específicos, manobras manuais e suporte por equipamentos para otimizar a função pulmonar. Os principais benefícios clínicos mapeados pela Secretaria de Saúde incluem:
- Estabilização de Pacientes Críticos: Suporte técnico a pacientes graves e intubados na sala vermelha;
- Desmame do Suporte Ventilatório: Redução do tempo de permanência sob ventilação mecânica;
- Segurança em Transferências Hospitalares: Estabilização de parâmetros respiratórios e hemodinâmicos para viabilizar o transporte seguro até leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI);
- Redução da Estadia Hospitalar: Diminuição da taxa de complicações secundárias e do tempo total de internação.
Declarações Oficiais
A coordenadora médica do Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência, Dra. Élida Fantini, ressaltou o caráter inovador da medida na rede pública.
“Temos diversos estudos que mostram que pacientes que estão intubados permanecem menos tempo nessa condição quando contam com a fisioterapia respiratória. E entre os pacientes críticos, aqueles que precisam ser transferidos para uma vaga hospitalar, muitas vezes a gente tem a vaga, mas o paciente está instável, sem condições de passar pela transferência. Nesses casos, a atuação da fisioterapia também auxilia muito para que ele estabilize e possa ser transferido. O nosso histórico de atendimentos mostra que a imensa maioria das ocorrências são de casos respiratórios, mas as profissionais também realizam atendimento de fisioterapia motora, quando existe necessidade”, detalhou a médica Dra. Élida Fantini.
A fisioterapeuta Ana Carolina Oliveira enfatizou o papel da categoria na assistência hospitalar rápida.
“O trabalho do fisioterapeuta na UPA visa, principalmente, estabilizar o paciente grave, mas a gente também atua com o paciente que está internado, que está intubado, trazendo mais qualidade de vida e reduzindo o tempo de internação”, explicou a fisioterapeuta Ana Carolina Oliveira.
A fisioterapeuta Cláudia Moura acrescentou os ganhos para a segurança do paciente.
“A fisioterapia respiratória impacta diretamente no cuidado, na melhora do paciente. A gente consegue diminuir o tempo de internação, além de garantir que esse paciente chegue mais estável no hospital, em caso de necessidade de transferência, muitas vezes reduzindo o tempo que ele vai precisar permanecer na UTI”, completou a fisioterapeuta Cláudia Moura.
A fisioterapeuta Samara Mendes detalhou a abrangência do público atendido.
“Nas crianças, os casos mais comuns são crises de asma e bronquiolite. Entre adultos, questões cardíacas, pacientes tabagistas, entre outros”, concluiu a fisioterapeuta Samara Mendes.

